AMOR INFINITO

         Um dia eu tive o pensamento idiota de que seria fácil ficar longe de quem eu tanto amava, e nem tinha a noção da imensidão desse sentimento! Hoje percebo a dificuldade que é a cada dia para ficar longe desse amor, que toma conta de mim e que me consome todos os dias... Um amor tão grande e único que só quem vive pode saber como é...

     E que me perdoem qualquer erro que eu cometa e mesmo que os caminhos sigam separados, a alma e o coração  está sempre juntinho...
        Aos meus filhos queridos, que tanto amo, por cada dia que tenho sofrido estando longe de vocês, por cada conquista, por cada passo dado... que tenham a certeza de que mesmo longe meu amor por vocês é infindável!!!!



A ÁRVORE DEU FRUTOS

      Todos nós já ouvimos, pelos menos milhares de vezes, alguém dizer que você é responsável pelos seus atos e automaticamente pelas consequências deles, sejam elas boas ou ruins.
           Um belo dia, você se descobre grávida, ou que tenha engravidado alguém que seja... a questão é: E agora!? Desesperadamente você pensa em milhões de coisas ao mesmo tempo, em tudo que pode ter acontecido - mesmo sabendo que a resposta é simples (sexo) - (hehehe). Se questiona outras tantas vezes sobre o que fazer, ainda mais se vendo tão jovem e agora? Como que eu faço com a escola? O que meus amigos vão pensar? Meus pais vão me matar... CARAMBA... É realmente enlouquecedor para a mente de uma garota de 14 anos.
          E nada há mais a se fazer, a não ser encarar a verdade. No máximo tua mãe vai ter um ataque dos nervos, teu pai vai querer matar... Mas passa...
         Não falo aqui dos casos em que a pessoa deseja a vida toda ter um filho, nem nada disso, digo dos que foram pegos de "surpresa" após brincar e perceber que foram premiados heheheh (meu caso) hehehe

Enfim... Vou falar por mim...
         Eis que de repente, outras vidas surgem de você e você olha e percebe que não está mais sozinho nesse mundo (pelo menos por um tempo) e que agora você é responsável por outra(s) pessoa(s) além de si.

  •  E então se descobre que o amor pode ser maior do que você imaginou, ouvindo qualquer pessoa falar, ou que todas as "idiotices" que você ouvia de outras pessoas é a mais pura verdade, é algo instintivo, real, mais forte que qualquer outro sentimento que você acreditava que poderia existir.

         Com o passar do tempo e as situações do cotidiano, você se estressa, se irrita, eles te tiram do sério, você quer matar, mas também mataria por eles, morreria por eles e não consegue mais imaginar como era tua vida antes de tê-los por perto. E muitas vezes você cria expectativas, você faz planos pra educá-los, pra que cresçam moldados como você deseja, e na maioria das vezes, eles fogem completamente a tudo aquilo que você pensou que fosse acontecer e mesmo assim você ainda ama enlouquecidamente.
     As coisas vão se encaminhando, eles vão crescendo, se transfomando, criando personalidade própria, com vontades, sonhos, desejos e seguem pelos caminhos que acham melhor. Você aconselha, mostra o que acha que é certo, ensina o que acha que pode ajudar e vê que na maioria das vezes, mais uma vez, muito do que você diz não é por eles aproveitado, por acharem que é bobeira, encheção de saco, etc e tal.
          E seguem sua vida, um dia rompem de vez o "cordão umbilical", que o prendia a você e finalmente segue seu próprio caminho, quebram a cara, aprendem, vivem, e só entendem tudo o que você disse quando se veem na mesma situação que você, E ÀS VEZES, até te dão razão e reconhecem tudo o que você fez, o que na verdade nem importa muito.
         Assim são os filhos... Uma consequência boa, de um ato que pode nem ter sito tão bom assim, mas que te deixou algo, que com certeza você vai amar eternamente.
        Meus filhos...Meu tudo... Me atormentam, me tiram do sério, me irritam, mas amo com força que não tem proporção... Se eu algum dia sonhei em ser mãe? NÃO... (de verdade) e hoje que os tenho, não sei, não consigo imaginar minha vida sem eles, é uma relação louca, por eles babo, eu mato, eu morro... Um amor que vai além dos limites de qualquer entendimento!

        E ainda tem gente que pergunta por que, mesmo quando os filhos são errados a mãe ama... É algo simplesmente sem explicação...

           E eis que minha árvore deu bons frutos...

* Aos meus filhos "encapetados", porém amados KAROL e LOTTON, amo vocês!


Susane Alves Vieira

O AMOR LHE ABANA O RABO


            
            Meu marido que me perdoe, mas estou aficionada por Walcyr Carrasco e apaixonada pela sua forma de escrever, que tem me deixado encantada. Confesso que sou iniciante como fã, mas me apaixonei logo de cara, ao ler “Amada Luna” e ainda no decorrer do livro “Anjo de quatro patas”, primeiro de muitos que ainda pretendo ler, desse belíssimo autor.
           E foi inspirada em Walcyr Carrasco e nas emoções que tenho sentido ao ler “Anjo de quatro patas”, que resolvi contar essa história canina, é verdade que ela não chega aos pés da original, mas é a minha história canina.

  
O Amor lhe abana o rabo

             Minha mãe sempre gostou de cachorros pequenos, Pinscher ou Pintcher, como dizem, aqueles pequeninos, cor de mel, que tem os olhinhos “esbugalhados” e orelhas enormes, barulhentos a beça e que adoram morder o calcanhar das visitas, esses mesmo, minha mãe adorava esses e sempre tínhamos um em casa. Logo viravam “os donos do pedaço”, ela cuidava deles como se fossem alguém da família e era assim que nos sentíamos, com relação aos bichinhos, minha irmã mais nova principalmente, sempre adoecia pelos cãezinhos lá de casa.
          Conforme os cãezinhos iam morrendo, minha mãe prometia que jamais teria outro, e ela era firme nessa decisão, até a gente aparecer com um filhotinho em casa, ai a confusão era grande. Normalmente quem fazia isso era minha irmã mais nova, mas as duas últimas cadelinhas que moram com minha mãe, eu que trouxe pra casa.          
          Confesso que até certo tempo eu não era muito fã de cachorros, sempre preferi os gatos, eu era nova, eles davam menos trabalho, eram “independentes”, enfim... Coisas de quem não quer ter muita responsabilidade. Com o passar do tempo, aprendi a gostar e a admirar os cães, por seu carinho, por sua lealdade e ultimamente, tenho sentido muita vontade de ter um cãozinho comigo.
              Mas voltando às cadelinhas, primeiro veio a Lice, ganhei de uma ex-aluna minha, era a coisa mais linda do mundo, pequenina e cor de mel, ela me convenceu que era da raça Basset, eu acreditei. Vocês não sabem o sacrifício que foi levá-la para casa, eu trabalhava em uma escola muito longe de onde eu morava, tive que pegar três coletivos, carregando livros e uma caixa de sapato que não parava de se mexer, com aquela coisinha minúscula tentando sair de dentro, foi um sufoco.
             Chegando em casa foi aquela confusão, minha mãe dizia que não ia aceitar a filhotinha lá, que eu ia ter que achar um outro dono para ela, e sempre a convencíamos dizendo que tudo bem, que ficaria ali só até achar um dono, assim passavam-se os dias e nada de dono novo, até que ela se afeiçoava ao bichinho e pronto.
             A Lice foi crescendo, crescendo e de Basset só a vaga lembrança, ela ficou assim uma mistura estranha e parecia uma Pinscher “bombada” sabe, maior que o normal, mas sempre foi muito bonitinha, minha mãe diz que ela usa maquiagem permanente, porque tem ao redor dos olhos, um contorno preto, bem forte, como se tivesse usado rímel e delineador.
           Depois veio a Mel, por acaso, um garoto, vizinho nosso, bateu no portão, ao abrir vi o menino com um embrulho no colo, era um monte de pano e não dava pra ver nada além disso. Ele começou a explicar, que tinha pegado o filhotinho, porque o dono queria matar os bichinhos, mas que a mãe dele também não o tinha deixado ficar com o cachorrinho, se a gente não podia cuidar, com pena, acabei pegando “o embrulho”, até achar outro dono. O bichinho era tão pequeno, mas tão pequeno, que mais parecia um ratinho do que um cachorro, não abria os olhos, nem se movimentava direito, me vi mãe de recém-nascido novamente, passei noites e noites acordada, alimentando a cachorrinha com uma mamadeirinha para bebês. 
             Ela sobreviveu, recebeu o nome de Mel, não cresceu muito, e também não se tornou uma cadela bonitinha, a Mel é algo sem explicação, pequena, magra, com grandes orelhas e um pelo que mais parece aqueles ursinhos antigos de rifa, espichados e estranhos, um pouco para cada lado, nem cobre o corpo todo, ou seja, ela é tão feinha, mas tão feinha, que se tornou engraçadinha. E Lice e Mel viraram o xodó da minha mãe e dos demais, mimadas e paparicadas por todos. Enfim...
               Durante 29 anos da minha vida, sempre estive perto da minha mãe, depois de adulta eu tinha uma casinha pequena em frente à dela, no mesmo quintal. Com ela sempre por perto eu cresci, vivi, tive relacionamentos, tive meus dois filhos, mas nunca passei uma semana longe dela.
           Até que conheci um moço pela internet e começamos a namorar, com o pequeno detalhe que ele morava em Manaus e eu em Goiânia, só 3.291 km de distância, mais ou menos. Foi um namoro bem rápido, poucos meses depois ele foi me visitar e eu tive certeza de que era o grande amor da minha vida, foi lindo! Com 4 meses de namoro eu recebi o convite para morar com ele em Manaus, deixaria minha mãe, meus filhos, minha casinha, tudo para tentar ser feliz ao lado desse amor, aceitei. Acertei tudo com a minha família e me mudei pra Manaus em dezembro de 2009.
                 Os primeiros momentos foram muito sofridos, a saudade machucava, foi muito difícil me acostumar, me adaptar, mas eu fui resistindo, consegui um emprego assim que cheguei e as coisas foram se acertando aos poucos. Durante um ano inteiro mantive contato com minha família apenas por telefone ou pela internet, além da preocupação e da saudade da minha mãe e dos meus filhos eu sempre perguntava pela Lice e pela Mel, que estavam lá firmes e fortes. Eu cheguei a perguntar pro meu marido, se elas se lembrariam de mim quando eu fosse lá.
                 Pouco mais de um ano depois de sair de casa, pude finalmente voltar para passear, minhas férias tão esperada tinha enfim chegado. Embarquei para Goiânia cheia de presentes para família toda e cheia de saudade. Minha mãe me buscou no aeroporto com meus filhos, podem imaginar a emoção que senti.
                  Grande foi a minha surpresa ao chegar em casa e sair do carro, a recepção que tive da Lice e da Mel, elas ficaram tão alegres em me ver, que pareciam elétricas, pulando, correndo, saltando uma sobre a outra e nas minhas pernas, a Lice (tadinha) fez até xixi de tanta euforia. Eu jamais imaginei que elas ficariam tão felizes em me ver. Eu achava que elas nem se lembrariam de mim. Durante as duas semanas que fiquei lá, elas não saíram de perto de mim, sempre me fazendo companhia, pra todos os lados da casa que eu fosse elas me acompanhavam, abanando o rabo, querendo brincar, alegres que dava gosto de ver.
               Quando chegou o dia de voltar pra casa, como se já não bastasse a tristeza de ter que me despedir da minha mãe e dos meus "filhotes", Lice e Mel também vieram se despedir, abanando os rabinhos, só que dessa vez mais encolhidinhas, me lamberam e me olharam como quem diz: Volte logo!


Susane Alves Vieira



* Ao meu querido e admirado Walcyr Carrasco.

DOMINGOS



          DOMINGOS
           
           Tá... eu sei que hoje é segunda-feira, mas como não tive tempo de escrever ontem, queria escrever sobre algo que fiquei matutando.
       Fui trabalhar como fiscal em um processo seletivo ontem, e enquanto eu ficava ali, plantada, horas e horas naquele silêncio entediante e sem poder conversar com ninguém, um pensamento não saía da minha cabeça: "POR QUE OS DOMINGOS, HOJE EM DIA, SÃO TÃO CHATOS!?" (Pelo menos eu acho!)
          Sinto muita saudade da época que o domingo tinha um sentido específico, uma coisa especial, algo que fazia dele o melhor dia da semana, tinha cara de domingo, jeito de domingo, cheiro de domingo, não sei... Tudo era diferente!
           Me lembro bem da minha mãe "ajeitando" as unhas, enquanto assistia o Sílvio Santos ou Chacrinha e eu adorava assistir Snoopy, como era bom! Me lembro do meu pai se levantar bem cedo para assistir "Globo Rural", a música de abertura faz parte das lembranças que tenho com meu pai. Tá bom, sei que vão dizer que isso é coisa de gente velha, e se meus filhos lerem isso não fazem ideia do que eu falo, mas é a mais pura verdade, porque era diferente mesmo (é eu era criança né! Mas enfim...)
         E o almoço de domingo... Meu Deus como era bom! Cardápio: Arroz, feijão, galinha caipira e macarrão (e um copo de Baré pra cada), mas o cheiro e o sabor do almoço, aquele tão precioso copo único de Baré, eram a melhor coisa do mundo.
         Então as pessoas crescem, o mundo muda, a sensibilidade para apreciar as coisas simples acaba sendo coberta pela correria do dia-a-dia, pelas preocupações da vida adulta e tudo passa a ter um sentido diferente. O que é, hoje em dia o domingo? Que "cara" tem o domingo? 
          As coisas mudam tanto com o passar do tempo, que ao contrário do que era antes e citei anteriormente, hoje em dia (pelo menos pra mim) o domingo passou a ser o "pior" dia da semana, ele se restringe a ser o dia, que te avisa, que segunda-feira está chegando. Ou seja, que você terá que levantar cedo e trabalhar o dia inteiro por mais uma semana inteira.
        O domingo da atualidade tem cara de preguiça, jeito de preguiça e é contagioso, acredite! Ou também cara de ressaca, aquelas que te deixa impossibilitado de qualquer ação que seja, durante todo o dia e o domingo simplesmente não existe, pelo menos socialmente falando.
          A rotina movimentada da "vida moderna" acabou fazendo com que, coisas que antes tinham sentido e significado, hoje praticamente nem existam mais. E querendo ou não passa a ser um privilégio, quem ainda tem o hábito de reunir a família em torno de um almoço de domingo e colocar o papo em dia, rir e não achar isso a coisa mais chata e entediante da face da Terra. Mesmo porque o almoço de domingo, em alguns casos, deixaram de existir. Aqui em casa por exemplo, nos damos ao direito de acordar tarde no domingo, por um motivo ou outro, e o almoço (coitado), se resume a um sanduíche ou um macarrão instantâneo.
          Ok... Quem cozinha sou eu e poderia bem mudar isso, mas não vem ao caso. As minhas divagações não são em torno de comida e almoço propriamente ditos. Ontem, domingo, almocei com meu esposo em um restaurante e foi ótimo! Não posso reclamar, mas eu falo do sentido das coisas, do significado que as coisas tinham, em um determinado momento da vida da gente, e que não existe mais.
           O que era especial deixou de ser, o que era apreciado e degustado, é "engolido sem mastigar", a vida hoje passou a ter uma velocidade supersônica e já não temos tempo para "desperdiçar" com coisas tão simples e para alguns, até "sem importância".
            E no fundo no fundo, mesmo adorando viver tudo o que a maturidade me proporciona, eu daria tudo, qualquer coisa, pra viver pertinho da minha mãe e poder ter de volta a sensação de um almoço de domingo! 


Susane Alves Vieira


                
                
                     

"PRÉ-CONCEITOS"

           Sabe quando você ouve uma música ou assiste um clipe e sente algo diferente, foi o que me aconteceu há poucos dias, quando meu melhor amigo me mostrou uma música, não sei ao certo dizer o que senti, mas achei o assunto legal pra estrear meu Blog “De Tempos em Tempos”. A música: “The Best Thing About Me Is You”, o cantor: Ricky Martin. Quem tiver interesse, eis ai:


"PRÉ-CONCEITOS"

           Quem foi que disse que azul é cor de menino e rosa de menina? Quem foi que disse que o branco é bom e o negro ruim ou vice e versa? Quem foi que disse que caráter se faz com roupas, estilo musical, ou qualquer outro parâmetro do tipo? Quem determina o que é certo ou errado em uma sociedade tão diversificada? Respostas!?!??...
            É impressionante como “temos” mania de rotular os outros, como se vivêssemos em um supermercado, separados em seções e prateleiras... Nessa seção são separados por gostos musicais, na prateleira de cima samba, na seguinte rock, na do meio pagode, na debaixo funk, nessa outra seção são separados por orientação sexual, em uma prateleira os heterossexuais, em outra os homossexuais, na seguinte os bissexuais e tem até uma para os indefinidos e segue mais uma infinidade delas, produtos, rótulos e mais rótulos... Durante o decorrer dos meus 30 anos, já fiz muito isso (rotular) e sei que ainda farei outras tantas vezes, é feio, mas é a verdade.
            Porém o que me chamou a atenção e que me fez parar pra pensar é que no fundo, nada disso importa, se você é católico ou ateu, se você gosta disso ou daquilo, se prefere arroz a feijão, isso tudo é de menos... O foco principal disso tudo é você, o que você faz pra se aceitar como você é e para ser feliz e o mais difícil disso tudo, aceitar que cada um é cada um, independente das suas escolhas, de suas crenças, de seus costumes ou o que quer que seja, e que isso não faz da pessoa alguém pior ou melhor que você, ela simplesmente é ela, como quer e para o que quer. As diferenças estão ai pra todos verem e são elas que fazem com que tudo seja tão atraente, divertido e interessante!
          Ao mesmo tempo, o bacana é perceber que mesmo com todas as diferenças acabamos sendo tão iguais, no sentido de que um pensamento paira na mente de todos, é algo que independe de raça, credo, status,  o mesmo pensamento, que converge para  o mesmo desejo, IGUAL em todo ser humano da face da Terra : SER FELIZ!!!
         E esse “ser feliz”, jamais se encaixará em limites e regras impostos por outro, que não seja você mesmo, escolha, viva, ame, se deixe amar, trabalhe, compartilhe, doe, seja lá o que for te fazer feliz, mas seja! Ou pelo menos não desista de ser!

“...Let’s take a chance and hope for the best! Life is short, so make it what you wanna...Make it good, don’t wait until mañana!” (“... Vamos nos arriscar e esperar pelo melhor! A vida é curta, então faça dela o que você quiser... Faça o que quiser, não espere até amanhã!”)


* Ao meu melhor amigo Gleik Lino, te amo!sempre!

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